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Reforma Tributária: Entenda as Novas Regras de Crédito Tributário e Como Elas Afetam sua Empresa

Jul 2026 6 min de leitura Tax & Compliance
Ilustração Reforma Tributária e Créditos

Áreas Exploradas

Legislação Tributária
Créditos & Apuração
Compliance

Com a aprovação da Emenda Constitucional nº 132/2023 e da Lei Complementar nº 214/2025, o Brasil inicia uma nova era tributária. As mudanças atingem diretamente a forma como as empresas apuram, aproveitam e utilizam créditos tributários - um dos pilares do sistema de impostos sobre o consumo.

Se você é contador, gestor financeiro ou empreendedor, entender essas mudanças será essencial para manter a saúde fiscal e competitiva da sua empresa. A seguir, explico em linguagem simples as principais mudanças com exemplos práticos.

1. Fim da Cumulatividade: mais crédito, menos custo

Hoje, muitos impostos pagos ao longo da cadeia (como ISS e PIS/COFINS cumulativos) não geram crédito. Com a reforma, os novos tributos CBS (federal) e IBS (estadual e municipal) serão totalmente não cumulativos.

Exemplo: Ao comprar matéria-prima com R$ 1.000 de imposto, sua empresa poderá usar esse valor como crédito para abater no imposto das vendas futuras.

2. Crédito só após pagamento do imposto

O crédito tributário só será gerado após o fornecedor pagar o imposto ao governo. Isso combate fraudes com "notas frias" e garante mais segurança jurídica.

3. Split Payment: imposto vai direto ao governo

No momento da compra, o valor do imposto será automaticamente separado e transferido ao governo, sem passar pelo fornecedor. Isso pode impactar o fluxo de caixa, principalmente em vendas parceladas, pois o imposto será pago à vista e a receita virá a prazo.

4. Utilização dos créditos

Os créditos de CBS e IBS:

5. Créditos antigos continuam válidos (com limites)

Créditos acumulados de PIS/COFINS poderão ser compensados com a nova CBS. Já os créditos de ICMS ainda precisam de regulamentação dos estados. Empresas podem planejar uma recuperação estratégica desses créditos antes da transição completa.

6. Ferramentas digitais a favor da conformidade

A Receita e o Comitê Gestor disponibilizarão:

7. Regimes especiais e setores específicos

8. Transição gradual até 2033

A nova estrutura será implantada entre 2026 e 2033, com fases de teste, convivência de tributos e adequação progressiva. As empresas deverão apurar dois sistemas em paralelo por um período.

Conclusão

A Reforma Tributária representa um passo importante rumo à transparência, simplificação e justiça fiscal. Mas, ao mesmo tempo, exige planejamento tributário, adequações operacionais e uso de ferramentas tecnológicas para garantir conformidade e competitividade. Se antecipar, recuperar créditos antigos e entender o novo modelo será um diferencial.

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